quarta-feira, 11 de junho de 2008

tecnologia e a sua influência no jornalismo

como eu não escrevia a muito tempo, resolvi publicar aqui o texto feito para uma matéria da faculdade. Apesar de meio científico, pode trazer algumas informações do que seria um bom jornalista na minha concepção.

Recentemente, o nosso mundo tem sido alterado de maneira constante com a evolução da tecnologia. Elementos antes pertencentes à ficção científica agora invadem o nosso cotidiano sem que tenhamos tempo para analisar o que realmente representam. Há 5 anos, uma conversa mediada por computador seria uma utopia. Hoje, com o progresso na conexão à internet isso é possível, e no futuro, quem sabe, não possamos ter transmissões ao vivo diretamente para o computador?
Essa rapidez com a qual a tecnologia evolui mexe com o cotidiano das pessoas e com a estrutura das profissões. No jornalismo não poderia ser diferente. Por ser uma ciência que está diretamente ligada ao cotidiano das pessoas e da sociedade, o jornalismo acaba sendo obrigado a absorver todas essas evoluções e repassá-las de uma maneira quase que instantânea. Por isso, é grande a procura na área da internet, com a massificação das agências de notícias virtuais e da publicidade na internet.
Mas é na multimídia que encontra-se a principal mudança em relação à década passada. Com ela, qualquer um pode ser um pouco “jornalista”. Uma pessoa comum pode se tornar escritor ou comentarista num blog, fotógrafo com um fotolog, um publicitário no youtube ou simplesmente gerar noticia com uma simples modificação no seu perfil do orkut. Essas ferramentas alteraram o nível de interatividade das pessoas de maneira muito expressiva, e por isso devem ser profundamente exploradas pelo bom jornalista, que pode utilizá-las para saber se está causando a repercussão que deseja quando faz uma reportagem, escreve um artigo ou mesmo tira uma foto.
A evolução tecnológica muda esse conceito, mas também facilita o trabalho do jornalista no aspecto técnico. Um cinegrafista hoje não precisa carregar 15 quilos nos seus ombros. Um editor não precisa de 1 hora para pôr os créditos finais em sua matéria. Um redator não precisa redigir o seu texto a mão. São mudanças significativas, que adaptam o jornalista a um mercado que exige uma demanda de informações maior a cada dia que passa.
Um jornalista que se preze nos dias de hoje tem de compreender a tecnologia, pois só desta forma conseguirá entender a sociedade e as suas mudanças. Para quem deseja trabalhar com a reprodução de realidades, o processo de atualização tem de ser contínuo. Estar 24 horas conectado à esse mundo de informações não é tarefa simples, mas ter consciência e reproduzir as coisas certas com responsabilidade pode ser a chave para o sucesso.

domingo, 25 de maio de 2008

O msn e a sua influência na sociedade

O msn foi uma ferramenta que inovou a comunicação sob um aspecto geral. "Evolução" do mirc, esse programa traz uma agenda com todos os contatos da pessoa, de forma com que possamos saber quem está "online" e falar com as pessoas com apenas 2 cliques no botão de um mouse. A tecnologia evolui a cada minuto, e novas formas de CMC tem surgido, como o skype, que traz voz e vídeo, enquanto o msn usa somente da linguagem escrita. Mas será que esta é a forma "correta" de comunicação??

O surgimento da internet, à alguns anos atrás, revolucionou o ramo da comunicação ao trazer uma nova proposta: a obstrução das barreiras geográficas, de uma forma mais barata que o telefone. Aos poucos, as pessoas foram utilizando a rede para estabelecerem contatos com pessoas de outros países, de outras culturas, de outros lugares. Mas será que aquelas "pessoas" com as quais falamos numa realidade virtual são efetivamente quem dizem???

No orkut, site de relacionamentos mais popular no país, pelo menos 2 "fakes" invadem a minha página por segundo, o que mostra a vontade das pessoas em assumir personalidades diferentes. No game "second life", há diversos casos de homens que criam personagens femininos, e vice-versa. A internet dá a cada um a oportunidade de ser diferente no mundo virtual.

Apesar disso, é impressionante como as pessoas adotam os chamados "amigos virtuais". Este seria um ser nunca visto pela pessoa, mas no qual ela tem inteira confiança, confidenciando inclusive as suas histórias mais íntimas. Pode parecer um pouco cético, mas as vezes vejo isso como uma inversão de valores. Com certeza, todo mundo já se sentiu traído por alguém no qual tinha plena confiança. Entretanto, isso não significa que tenhamos de adotar figuras virtuais para expor os sentimentos. Sempre há um ou outro amigo para que isto aconteça. Além disso, por mais intensa que seja uma relação, é dificil imaginar alguma coisa virtual que consiga substituir uma emoção real. Mesmo que a tecnologia venha tentando crescentemente suprir o contato humano, os relacionamentos são a base, o diferencial dos seres humanos.

Sou um defensor dos CMC como meio para estabelecer contatos profissionais, os quais são sempre bem-vindos, mas manter vínculos afetivos mais sérios com pessoas que nunca vimos antes me parece um pouco de fuga da realidade, ficção científica. Pode ser que daqui a algum tempo eu venha a pensar diferente, mas no momento esse é o ponto de vista de um jornalista em formação acadêmica.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Jogo "Wii fit" gera polêmica

O jogo Wii fit tem gerado polêmica ao classificar quem joga como "obeso" ou magro. Lançado em dezembro de 2007 no japão, o jogo tem como proposta transformar a sala do jogador em uma "academia", dando ao usuário uma série de exercícios físicos e possibilitando com que outros sejam destravados ao longo das partidas.
Por trazer uma proposta que estimula os jovens a praticarem exercícios físicos, Wii fit tornou-se um fenômeno de vendas no Japão. O pacote de vendas do jogo acompanha o tapete(wii balance board) utilizado nas partidas.

A polêmica do jogo começou no momento em que as classificações utilizadas pelo mesmo ofenderam os consumidores. Quando a pessoa inicializa Wii fit, este pergunta a altura e idade do jogador. Ao subir no wii board, o gamer é classificado como "obeso" ou "magro". No Japão, um homem processou a nintendo após o jogo ter qualificado a sua filha - uma jovem nadadora - como "obesa". Em nota oficial, a nintendo desculpou-se, e prometeu modificar essas classificações em sua próxima atualização.

Confesso ainda não ter tido a oportunidade de experimentar o Wii fit. A proposta da nintendo de combater o sedentarismo é interessante, mas o problema não é tao superficial. Bem ou mal, o jogo reflete uma tendência: a presença de um estereótipo de beleza fixa na sociedade e o excesso de preocupação que a geração atual mostra em relação a esta tendência.
Com certeza alguns dos milhares de consumidores do game são jovens sedentários, ou trabalhadores, que não tem tempo de ir à uma academia, e com isto acabam utilizando o jogo.
Mas a preocupação inicia no momento em que o jogo incentiva, através de suas classificações, um padrão que muitas vezes é incompatível com a genética do indivíduo. Esta imposição, originada na sociedade e reforçada pela nintendo, causa uma angústia desnecessária, dá forças ao preconceito e assombra a nova geração, a qual cresce sob uma forte imposição feita por padrões sem fundamento.

Além disso, a proposta preocupa no momento em que esta tecnologia pode servir como forma de alienação social. Imagina uma sociedade onde a pessoa fala através do Skipe, recebe instruções por e-mail, anexa o seu trabalho no Orkut e exercita-se no Wii fit. O contato humano tende a se tornar cada vez mais artificial, sendo substituido pela tecnologia.
Será este o quadro do futuro?? É dificil afirmar. De qualquer forma, a Nintendo da um grande passo com a sua inovação, à qual ainda irá gerar muita discussão....